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A mulher que eu amo leva nas pontas dos dedos uma extensão de mim. Como que me continuando, como que me levando adiante, como que me tornando maior, infinitamente maior. E esses dedos, quando me tocam, me devolvem a vida após um dia gigante, enfrentando os descabimentos do mundo.

A mulher que eu amo carrega em seus cabelos um pouco de mim. Embrenhado em seu cheiro, indo, ela também me torna livre. E eu voo por aí de carona em seus pensamentos, copiloto de suas inseguranças, tentando lembrá-la a todo o momento que eu a amo e isso resolve tudo no final das contas.

A mulher que eu amo conhece meus sonhos, meus silêncios e entende minhas pausas melhor do que eu. É por isso, que às vezes olho pra ela, calado, por um tempo sem pressa, pra reencontrar meu caminho, pra jamais me esquecer do que me faz feliz de verdade. De algum jeito, ela sempre me mostra o caminho, de algum jeito, quando com ela, nunca estou perdido.

A mulher que eu amo carrega um sorriso que mais parece uma nuvem se abrindo sobre um lago, polvilhando raios de sol sobre as crianças que aguardam. Nos dias cinzas, em que a nuvem se fecha e o lago se isola, isso não o torna menos bonito. Entendê-lo só me faz adorá-lo mais. Eu morarei à beira dela, garantindo que tão quanto me faz bem, ela também lembre-se sempre porque é feliz.

Diego Engenho Novo


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Porque é ele que faz a gente cantar músicas que não conhece. É ele que faz a gente rir de uma careta aos 30 anos. É ele que obriga a gente a aprender uma receita, para que depois, isso não seja mais obrigação nenhuma.
 
É ele que faz com que nós estejamos à vontade com a nudez de nossos corpos. É ele que nos ajuda a aceitar a passagem do tempo. Que passe então o tempo, doce, por nós.
 
Porque é ele que acende nossos olhos e apaga nossas memórias mais tristes, ainda que pela eternidade de um abraço realmente gratuito. Porque é ele que faz a gente trabalhar por momentos e não coisas, por lembranças e não valores, por tranquilidade e não status.
 
Porque é ele que nos tornou mais interessantes, que fez descobertas ao nosso respeito, que adora nossas manias, que escolhe nossos sapatos com o arco da sobrancelha. É ele que nos coloca em caminhos novos, e com a mesma doçura nos faz revisitar nossas antigas passagens.
 
É pra ele que corremos após o melhor dos dias, o pior dos dias, o mais morno dos dias, porque todos os dias se preenchem de sentido se terminam ou começavam na doçura dele.
 
Porque é ele que nos ensina sem avisar, nos precede sem se impor, nos ampara sem cobrar, nos guarda sem pressa, nos escuta sem amarras, nos inunda com seu gosto, sem nos tomar o gosto de sermos quem sabemos ser.
 
Porque é ele que dá vida às praças, às ruas, às casas, aos gestos mais fantásticos disfarçados do cotidiano que quase não podemos ver. Amar é se vestir de alma por dentro. Sem alma, ninguém pode viver.
 
Diego Engenho Novo

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Tudo bem. Me enganei. Não eram só duas estações de metrô. Eram quatro. Andamos o equivalente a quatro estações de metrô a pé. Eu a convenci que seria fácil, rápido e bucólico, caminhar até a loja de discos pela calçada esburacada, de salto. Chega! Estou cansada! – e Monick parou, do nada, como se a tivessem jogado numa cápsula criogênica, daquelas em que congelam alguém para acordá-lo num futuro melhor.

Desde esse dia, sempre que escuto alguém, que consolo alguém, que consolo a mim mesmo, e sempre que aquelas mesmas palavras aparecem – Estou cansado! – a minha resposta é a mesma – Então pare, ué. Pare. Pare agora mesmo. Pare a confusão, pare o sofrimento, pare a dor, por dois segundos que sejam. Parar é uma escolha sua. Pare o medo, pare o apego, a dependência, a insegurança, o ego, pare de se vitimizar pela incapacidade dos outros de te amarem direito.

Tudo bem, talvez você tenha se enganado também. Talvez tenha superestimado sua capacidade, seu trajeto, o caráter dos outros, sua capacidade de permanecer puro nos seus próprios sentimentos. Então, se está cansado, só pare. Pare agora mesmo o que está evitando fazer. Muna-se do seu pijama que não julga, seus filmes que não exigem demais ou sua música preferida que já te conhece tão bem. Esse é seu dia maia fora do tempo, seu domingo sonolento em plena quarta-feira, sua greve serena até que o universo decida negociar.

Tudo espera, ainda que não por muito tempo. Se não sabe o que fazer, não faça. Se não sabe o que escolher, escolha não ter que escolher. Só pare. Não se sinta covarde ao fazê-lo. Os covardes não são os que param, mas os que fogem. Os que param ainda estão enfrentando seu oponente de frente, como um samurai que cumprimenta seu inimigo solenemente, antes de matá-lo. Mesmo na criogenia não há garantias de futuro melhor. Na pausa que cura, no espirar que revigora, na esperança futura, quem melhora é a gente.

Diego Engenho


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Naely encostou-se em sua xícara de chá e aquele pedacinho de ferro brilhou. Era uma aliança. Estava noiva. E eu fiquei ali encantado pensando – quem é que fica noiva hoje em dia? As pessoas se conhecem e partem logo pro abraço. Na urgência de ser feliz como quem faz um check-in, a gente anda desqualificando os rituais. Não chega a ser motivo para se preocupar: a beleza dos rituais está no fato de que sempre há tempo para ritualizar o que já parece tão banal. Os melhores rituais, a gente carrega por dentro.

Ela sabe que você a ama, mas dizer é importante e demonstrar é sagrado. O ‘eu te amo’ é a oração dos amantes. Ele sabe que você está feliz ao seu lado, mas agradecer é sim imprescindível, enquanto sorrir for um rito sagrado, pros dois. É preciso brindar, sempre, pelos motivos mais incríveis ou bobos do mundo. Eu brindo até com o galão do bebedouro se me deixarem. Brindo à vida, à serenidade, ao som da risada dos meus amigos, ao amor dos meus pais, a nós, infinitos em ritos de comunhão.

Para aqueles que são amigos há uma década, ainda é tempo de ritualizar esse cuidado mútuo. Que tal um troféu? – Melhor Amigo de Uma Vida Inteira – em adoráveis letras garrafais numa placa acrílica. Reconhecer quem reconhece em você o melhor: tire um tempo também pra isso. Ritualizar o amor nem é casar. Não precisa de nada disso – igreja, cartório, bufê, flores que não serão cheiradas. Melhor do que casar é se comprometer. Para ritualizar basta fechar os olhos, os dois, juntos, de frente pro mar por cinco segundos e se deixarem abençoar pelo amor um do outro. Eu vos declaro, cúmplices – diz o vento baixinho.

Criemos nossos próprios rituais de amor, de fé, de reconstrução. Celebremos os encontros, as perdas que não fazem falta, a saudade que carregamos, os amigos, as pessoas que serenam nossos corações. Que a vida seja um ritual adorável de agradecimento, porque, em meio a todas as milhares de possibilidades infinitas do universo, nós, tão pequenos e desconexos, tão docemente atordoados, flanadores natos, tivemos a sorte de nos encontrarmos em igualdade de espaço, tempo e de sentimentos.

Diego Engenho Novo


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Tenha um amigo que seja maior do que você. Não somente pelos braços mais compridos que nem mesmo precisam se alargar para te abraçar. Nem mesmo pelas ciências da vida que ele já recita como um poema curto de Adélia Prado, ciências que você ainda tenta assimilar, com certa dificuldade. Tenha um amigo de alma maior, coração mais largo e olhar mais sereno que o seu.

E ele, em muito vai lembrar a candura de seu pai, o humor preocupado de sua mãe, e pouco a pouco também se tornará sua família. E mesmo nos dias em que ele se sentir menor e reivindicar seu colo, você ainda estará sendo protegido por ele. Há gente que cuida da gente num caminho inverso quando deitam na paciência do nosso colo, quando choram no mirante de nosso peito, quando a sua simples presença nos torna também um pouco maiores.

Tenha um amigo que seja maior do que você. Que lhe ensine a ser generoso com miudezas como te emprestar um livro que você nem pediu ou te levar para tomar café quando você estiver perdido. Que lhe mostre a dignidade desculpando-se quando você nem estava exatamente bravo e lhe perdoando exatamente nos momentos em que você não poderia ser tão mais errado.

E a partir do respeito imenso que você recebe dele e do respeito legítimo que devolve de volta, estará criado um adorável círculo vicioso, como as vasilhinhas que viajam de uma casa para a outra. Nunca vazias, sempre comadres, refil eterno de um agrado novo, marmitas fartas de gratidão e amor. Tenha um amigo maior do que você. Para cultivá-lo como um campo florido que se alastra por quilômetros: delicado e imponente, simples e misterioso, valioso e aberto para quem quiser ver.

Diego Engenho Novo


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"Você é ida, partida, chegada, retorno, caminho meu"

Hoje, justo no dia em que olhou pela janela e não viu nada lá fora, justo nas horas em que duvidava da lógica secreta do mundo, justo quando todos pareciam estar tão perdidos quanto seus olhos, nós nos encontramos. A minha missão por aqui é deixar claro, todos os dias, o quão único você é.

Não há, por todas as ruas de Arakawa, por todos os caminhos até as ondas, por todas as folhas que varrem o outono, por todos os doces sabores da infância, ninguém igual a você. Por isso, jamais me canso, suas curvas jamais se repetem pra mim, você jamais segue a lógica retinha e conformada dos outros. Você é ida, partida, chegada, retorno, caminho meu.

E a vida, ainda há de me dar, mais cinco ou cinquenta anos, para sentir na barriga aquele friozinho que é quando você se deixa abraçar por mim. Não há, por todos os muros antigos que guardam, por todas as canções que ninam a dor, por todos os povos que saúdam seu deus que mora por dentro, por todas as provas mais puras da existência do amor, não há, ninguém igual a você.

Acorda e veste aquele sorriso que eu adoro tanto. Põe-me a ouvir o som dos seus chinelos pela casa e depois a pedir perdão para todos os compositores ofendidos pelas cantorias do teu banho. Levanta e anda, que a tristeza é preguiçosa e não vai querer seguir contigo. Aí está você, buscando pelo seu real sentido de existir, enquanto é o sentido de tudo o que existe pra mim.

Diego Engenho Novo


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