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fim

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Despeço-me do homem que já fui. Do cara que construí e levei nos braços até ontem ou anteontem. E com ele despeço-me de todos os meus meninos, de toda a esperança infundada de um dia ser maior. E para quê? Eu te pergunto. Despeço-me com um abraço demorado que aperta, com o peito envergado para dentro que diz – Fica um pouco mais – pedindo e também respondendo.

Despeço-me do homem que já fui, de minhas inseguranças, de meus medos que não me matavam, nem me fortaleciam e sigo levando somente os fatos. Enfrento de frente o que está adiante. Afasto de lado o que não está ao lado, mas à margem. Deixo para trás o que não é memória, nem aprendizado, só culpa, estridente, quase que bonita como as latas amarradas que perseguem os carros dos recém-casados.

Acho que me casei com minha culpa. Depois pari minhas inseguranças, ninei minhas vergonhas, só minhas, filhinhas, miúdas, até serem grandes o bastante para também me carregarem. Tudo meu, tudo eu, tudo de mim, eucentrista como toda mãe.

Despeço-me então todos os dias, acompanhando a velocidade do reciclar da matéria. Nasce todo dia e morre a célula. Nascem todo dia e morrem minhas ideias. Nasço todo dia e, logo depois, morro. Sem estardalhaço, ali naquelas horas caladas entre o tatear insone dos chinelos para ir ao banheiro de madrugada e o despertar vitorioso no segundo que antecede o despertador.

Despeço-me do homem que já fui todas as manhãs, engolindo-o junto com o café amargo demais ou demasiadamente doce. Despeço-me dele e vou perdendo minhas histórias, minhas manias. Elas já foram de fato minhas ou foi alguém que me deu?

Vou abandonando minhas notas longas, minhas semibreves, como uma sinfonia que se simplifica dia após dia, até ser apenas três ou quatro notas que abrem um elevador, que empurram um metrô, que ligam um smartphone, que nunca são ouvidas diferentes, mas que igualmente jamais são iguais porque despedem-se de si segundo por segundo.

A pessoa que vocês conheceram não vive mais aqui. Destinatário não encontrado, favor devolver ao remetente.

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Foto: Brooke Cagle

Desculpa chegar, depois de tanto tempo, como se ele, o tempo, não tivesse atravessado à nossa frente, forasteiro. Como se muitas noites não tivessem me feito companhia antes dessa. Como se eu não tivesse, por tantas vezes, inventando caminhos e motivos novos para não passar à sua porta. É engraçado cultivar esse quase medo dos lugares onde a gente foi tão feliz.

Talvez você nem more mais no número dois-sete-meia da avenida. Depois de tantos meses daria pra você ter se mudado de país e aprendido outra língua, daria pra você ter largado o escritório e se tornado cuidador de cavalos. Todo esse tempo seria suficiente para abraçar uma vida, embora não tenha sido suficiente ainda pra mudar o que sinto por você.

“Só pra ter certeza de toda essa certeza que você diz ter. Só pra te dizer que eu jamais me arrependerei de corresponder ao que sinto”

E quando o interfone tocar, ao contrário de meses atrás, minha imagem não será seu primeiro pensamento. Poderia ser uma reclamação mal-humorada vinda do andar debaixo, a entrega da comida que sempre chega fria mesmo vinda da esquina, ou um amigo pedindo sofá para se curar da bebida. Mas dessa vez, querido, quando o interfone tocar, serei eu, me convidando outra vez para entrar na sua vida. Eu em minha eterna entrega pra tudo que vem de você.

E naqueles dois segundos após o abrir da porta, serão meus olhos inundando você num misto de curiosidade, saudade, dúvida e dívidas. As marcas de sol que revelam mais idas ao litoral, os cabelos por cortar mostrando que você está mergulhado em seu novo livro, uns quilos a mais contando de suas idas acompanhado ao restaurante que a gente adorava, uns quilos a menos dedurando que você finalmente tirou seu plano da gaveta de aprender a correr. Eu sei que é horrível dizer, mas sim, seria respeitoso da sua parte não ter vivido maravilhosamente bem sem mim.

E meio que sem jeito eu tentaria parecer confortável, e desconfortavelmente tentaria transparecer uma paz que não tenho, desde que nos despedimos pela última vez. E depois de tantos meses eu voltaria com algo seu embaixo do braço como desculpa, só pra ter certeza de toda essa certeza que você diz ter. Só pra te dizer que eu jamais me arrependerei de corresponder ao que sinto. Porque foi exatamente assim que me apaixonei por você.

Diego Engenho Novo

0 1638

Tínhamos o dia a dia posto à mesa. Uma normalidade servida em abundância, como frutas da estação. Tínhamos dias bons em que nos fazíamos rir e noites terríveis em que a mágoa vinha se sentar. Tínhamos as tardes em que descobríamos algo deliciosamente novo sobre o outro, ébrios pela preguiça, e noites em que nos perdíamos como se jamais fôssemos nos reencontrar. Ainda assim, tínhamos um ao outro. Tínhamos um ao outro, até você nos deixar.

Foi tentando entender sua falta que percebi que não era só você que me faltava. Me faltava quilometragem, me faltava risco, faltava a mim vastamente. Faltavam-me sabores que só existem em um país mais longe, faltavam-me sons de um instrumento sem nome, faltava-me ser sozinha sem desespero ao menos uma vez na vida.

Deixar-me me fez ir por aí. Precisei ser dor para ser forte, ser o atordoo para encontrar Norte, precisei me ver diminuída segundos antes de finalmente crescer. Até você nos deixar, te amar era tudo o que eu tinha, tudo o que eu era. E mesmo para um amor tão grande, em resumo era pouco demais para que eu só o fosse. Precisei ser destruída em miúdas partes para entender que a gente não completa ninguém o fazendo carregar nossas incompletudes.

Diego Engenho Novo


0 1373

Quando meu som desaparecer no ar, após ondas cada vez mais fracas, de quais palavras você lembrará? Quando minhas cores se aquarelarem nas lembranças, após tons cada vez mais envelhecidos, qual imagem ficará guardada?

Se meu olhar não esteve sempre tão visível, o levo agora ao seu, para que fiquemos quites. Guarde contigo as linhas dos meus olhos e o que nelas sempre esteve escrito. 

Quando eu me tornar uma ilha distante, seus pés inconformados com o frio buscarão meu alcance? Até você me apagar, saiba que reaprender a viver sem ti é quase tão difícil quanto me reinventar. E eu não gostaria de ser outra coisa que não seu.

E serão cada vez menos constantes os rostos na rua que se parecem comigo, e vai se calar o telefone que toca e ainda sou eu, e vão se espaçar, até esvaírem-se os sonhos que te acordam como se fossem verdade. Um encontro marcado onde ainda somos possíveis.

Um dia nós vamos nos perder como se perdem da memória os poemas antigos, apagados, verso após verso não dito. Mas nós dois sabemos, que mesmo esquecidos, poemas antigos ainda falam de amor.

Diego Engenho Novo

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E depois de tanto tempo você volta. Como quem sempre esteve por aqui, como quem só foi ali na esquina ver o ocorrido do ruído estrondoso, como quem após tanto tempo ouviu meu choro, minha dor, minha prece e decidiu voltar para me acalmar.

Depois de tudo limpo e reposto, depois que me reconstruo você volta como se não fosse sua falta o motivo maior do meu ruir. Quando não mais preciso você me vem com as palavras que há tempos eu tanto precisava.  Talvez você não saiba, mas, as palavras têm prazo de validade.

E então você chega como quem saiu para cuidar do jardim e esqueceu alguma ferramenta, como quem foi ao mercado e deixou a carteira em cima da mesa, justo quando eu finalmente consegui me esquecer de ti, você volta. Você poderia me esmagar com esses olhos, mas prefere fazer com que eu me perca neles. Parece mais divertido.

E agora você procura por mim, reclamando do vazio, quando não estou mais só, você reaparece e a casa agora parece cheia demais. Há pessoas que só voltam momentaneamente para garantir que estaremos sempre à espera delas, como um terreno baldio, onde jamais se construirá nada, nem permitirá também a quem quer morar construir.

Você continua o mesmo, como se nada tivesse mudado, como se eu fosse seu porto à espera, como se o tempo tivesse parado, como se a vida não seguisse adiante. E depois de tanto tempo você volta, sem parecer saber, sem querer notar, que a mulher que você deixou esperando simplesmente não existe mais.

Diego Engenho Novo


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5 1824

Como folhas secas no ar, como água pura entre os dedos, como um riozinho metendo-se caminho à dentro, deixa ir. Como profetas que caminham na beira da estrada, como dentes-de-leão que se despedaçam, como uma montanha que se esfarela, ano após ano, sem ninguém notar, deixa ir. Deixa partir de ti o amor que não te torna grande, o calor que não te acompanha, a saudade que só existe em você. Como estrela que se lança ao mar, segura de um novo céu, deixa ir.

Como a criança que se lança à frente em primeiros passos, sem medo algum de cair, como a noite que joga seu manto, dona imensa de si, deixa ir. Como a fé que segue adiante, como o livro que é viajante, como a pluma que de mãos dadas com a brisa, se torna também brisa por aí, deixa, deixa ir. Deixa que vá o apego ao medo, o desejo vazio, o silêncio como resposta, deixa que vá quem já vive à porta. Como as horas que giram, crianças fazendo ciranda, meninos matando o tempo na inocência do repetir, deixa ir.

Como as bolhas de sabão o sabem, como o pássaro que se põe mais longe, como os velhinhos que se guardam em si, cada dia um pouco mais. Como o beijo que se fez roubado, como o galho que aponta para o alto, acenando aos deuses que está ali, deixa ir. Deixa que tudo siga seu caminho mais natural. Porque também é da ordem das coisas que o seu encontre seus braços abertos, que o seu se deite em seu peito liberto, que te encontre através dos seus olhos iluminados. Como pista de pouso, como constelação, como farol que espreita as ondas escuras, deixa também o caminho aberto para quem quiser vir.

Diego Engenho Novo


 

 

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Não é surpresa, anos depois de um casamento muita gente descobre que não conhece com quem se casou. Descobre quando um dos dois sai pela porta repentinamente, quando um dia nota uma risada mais alta por um motivo inusitado, quando se toca que tudo o que ela parecia ser se parece diferente agora. Foi assim como Aline. Um dia seu marido disse que era infeliz e ela pensou ser brincadeira de má hora. Mas ele estava mesmo indo embora. Indo embora dela.

Sempre que ouço histórias assim, tenho a sensação de que quem se depara com o desconhecido plantado ali na sala de casa, vestindo os chinelos do marido, ou carregando a bolsa da esposa, culpa sua própria existência, como se a casa tivesse sido invadida sorrateiramente. Como se um estranho tivesse invadido a casa e não morado por anos ao seu lado nela. É seu marido de vinte anos que está ali, sua mulher da vida inteira, é alguém que você viu por anos, sem enxergar. Reclamar que não conhece o outro, em muitos casos pra mim tem tanta lógica quanto culpar Paris por jamais ter estado lá ou culpar a Índia por ser longe. Em parte dos casos, claro, depende do outro também se mostrar. É preciso que Paris esteja lá para nós.

O que quero dizer e, eu sei: isso vai incomodar, é que muita gente que já ouvi reclamando ter tido um encontro repentino com o lado desconhecido da mulher ou do marido simplesmente não o conhecia por pura e boa falta de atenção e interesse genuíno. Não teve a curiosidade de atravessar a rua pra ver de perto quem disse que amava. Não tinha interesse em ver o que a curiosidade dele apontava no horizonte, não tinha atenção para ouvir as histórias até o fim, estava quase sempre contando algo sobre si, como se o outro fosse apenas testemunha, diário, público pagante.

Ouvi então Aline dizer aquela frase clássica “Meu Deus, quem é essa pessoa com quem me casei?”, pensei dizer – Pois é, é bem provável que ele se pergunte a mesma coisa. Vocês perderam a chance incrível de se conhecer em alma – mas não era isso que ela precisava. Um ombro que lhe segurasse o queixo já bastava. Algumas pessoas só são verdadeiramente notadas por nós quando, à luz da porta, chamam nossa atenção, não porque se tornaram mais nítidas, mas porque simplesmente pararam de nos dar ouvidos e naquele instante se tornaram menos nossas.

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0 1295

Houve um tempo em que eu chorava todas as noites. Houve um tempo em que eu pensava mais em você do que em mim. Houve um tempo em que meu medo me impedia de ir buscar o ar. Houve um tempo em que eu não via nada além da sua ira disfarçada de cuidado. Houve um tempo em que eu seguia seus passos como que desejando que você tropeçasse em mim. Houve um tempo em que eu te amei e nem mesmo me lembro direito o motivo.

Houve um tempo em que eu te desejava nos meus sonhos. Houve um tempo em que me sentia culpada por não sermos mais felizes. Houve um tempo em que eu fui infantil porque achei que seria a melhor forma de alcançar seus cuidados. Houve um tempo em que eu fui distante esperando que você notasse. Houve um tempo em que tudo o que eu fazia tinha sua aprovação como fim. Fim também disso.

Houve um tempo em que meus dedos te buscavam enquanto você dormia, esperando que algo no seu inconsciente ainda desejasse o calor de mim. Houve um tempo em que eu te pedia um beijo como quem pede que uma rosa brote num jardim infértil. Houve um tempo em que eu achei que a distância nos traria saudade, mas a volta das suas viagens só nos trazia mais distâncias.

Houve um tempo em que eu pensei que eu fosse o problema. Tentei mudar meu humor, meus modos, meu corpo, meus cabelos, mas nada parecia mudar à nossa volta. Em outro tempo pensei que podia mudar-te, num esforço tão eficiente quanto carregar a areia e a água do mar, ambas juntas entre os dedos.

Houve um tempo em que tudo isso me doeu e hoje já nem incomoda. Houve um tempo em que tive raiva, mas isso também não ficou. Hoje lhe guardo a candura e o cuidado de alguém que amei de todas as formas possíveis até entender que há um tipo de amor que não pede amor em troca. Hoje sou seu pai, sua mãe, sua filha, sua melhor amiga. Sou uma alma antiga que voltou sentindo saudade.

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Última dança. Despeço-me do seu cheiro como quem abandona a luz. Sua mão na minha nuca já não me toca, seu braço enroscado já não me guarda, antes mesmo de você chegar com seus olhos baixos, eu já estava só. Últimas notas. Seus olhos me pedem para dar algum sentido, mas, querido, certas canções não se pode explicar. O sentido é o que é sentido.

Último afago. Como desistindo de tocar uma nuvem, tocando mais forte e depois mais leve para ir se acostumando a esquecer, a se distanciar do que mora por dentro. Último olhar. Guardando todas as cores que ainda é possível, porque enxergar é diferente quando te ver se torna impossível. Dois tons a menos, seis graus de miopia. Quem dera eu jamais enxergasse o que vi em você.

Último choro.  Derramo também sobre a terra meus sonhos. Os lugares que quis te mostrar, as noites que pensei que teria, os dias que ansiavam os pedidos. Choro por sua falta, pela casa que desenhamos, pelos filhos que teríamos, pelo homem que eu me tornaria te amando. Última saudade, como uma parte sem medida se desfarelando.

Último abraço. E já estou mais miúdo, mais fraco, mais covarde. As vozes repetiram três vezes que me deixasse, sem nem mesmo ter visto uma vez como te olho. Então sou eu quem me deixo, sou eu que me largo, sou eu quem me esqueço, como único modo. Despedir-me de você nunca esteve nos meus planos. Agora todas as canções que ouço falam sobre despedidas.

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Se você está lendo isso agora, já deve saber que não, eu não morri sem você. Foi quase. Cheguei o mais perto que pude de um caminho sem volta, mas voltei. Cheguei quase ao ponto de não poder continuar, mas continuei. Porque antes de você, outros me ensinaram que na manhã seguinte posso estar caída, mas na semana adiante, estarei melhor e na semana seguinte, estarei de pé. Sou dessas. Do tipo que se levanta.

E terei meus pés fincados na terra, como uma bandeira em um país que se conquista, uma guerra que se vence, uma dor que dissipa. Algo me diz que fará bem pro seu ego saber que eu chorei. Às vezes, no meio do dia, no hábito do nada, eu chorava pensando se a culpa era minha. E eu a levei, pequena, delicada, como um bebê nos braços, por meses. Aquela culpa tardia que me acompanhava nada mais era que a falta velada de você.

Carreguei-a até entender que na guerra e no amor todos conhecem as regras – sobreviver. Por isso escrevo, não pra destrinchar minha dor em mil partes, não diante de você. Escrevo pra contar que você não tem culpa nenhuma afinal. No fundo, eu sempre soube quem você era. Talvez em algum momento eu também tenha amado isso, esse seu jeito de ver a vida, mesmo que depois ele tenha se virado contra mim. Não há culpados. Alforrie-se também.

Dia desses, pensei ter visto você saindo de uma loja e meio que corri. Sabe-se lá o motivo. Na verdade, corri feito uma doida. Agarrada com a bolsa frente ao peito, como que tentando guardar meu coração dentro nela. Não sei se era você, se não era. Mas hoje tudo isso me faz rir, muito. Você sempre me destemperou um pouco. Mas acostumar meus olhos a não ver-te criou isso, uma falta de costume de te ver. Também estou escrevendo pra dizer que não fugirei mais. Já posso olhar nos seus olhos sem doer. Serei apenas grata enquanto te olho.

Grata inclusive pela dor que me causou. Porque me recompor, me reconstruir noite a após noite, mostrou como amar é inexplicavelmente bom. Porque no fundo não era sua falta que doía, mas a falta dele, do amor. Amor que nem você, nem eu mesma pude me dar. Mas, como você pode ver, isso também mudou. Não, ficar sem você não me matou. Só me deu uma nova vida que também aprendi a amar. Não fiquei amarga, não perdi a fé, apenas uns quilos, talvez. Aprendi também que os erros são aceitáveis quando o que a gente vive é ensaio. E todo ensaio é sinal de que algo grandioso e real ainda está por vir. Fique bem. Eu estou.

Diego Engenho Novo


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