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amar

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Com minhas mãos amedrontadas, te amo. Com meu beijo sem fome, te amo. Com toda a minha distância, te amo. Com meu olhar lacônico, te amo. Com meus pés que machucam enquanto dançam, te amo. Com minha insônia preocupada, com minha fome que por vezes me torna um gremlin odioso, com todas as minhas dúvidas, não resta dúvida nenhuma que te amo.

Com minha falta de jeito, te amo. Com minhas respostas atravessadas, te amo. Com minha falta de memória, te amo. Com meu mau gosto para presentes, amo você. Com minha claustrofobia que não sabe dormir abraçada, com meus horários loucos, minhas manias por escadas, com minha teimosia de velha ceguinha, amo você.

Comendo as pontas das minhas canetas, roendo o dorso das unhas, distraidamente te amo. Com meus pesadelos noturnos, minhas coleções incompletas, minha carência no frio, meu cabelo em ondas revoltas, te amo. Com minha letra que é sempre uma prima distante de si mesma, escrevo que amo você, torcendo para que você me entenda.

Com minha saudade desenfreada, te amo. Com minhas roupas espalhadas pela casa como se fossem pombos, te amo. Com minha incapacidade para abrir embalagens, te amo. Com meus erros de português, minha língua desenfreada, meu sono impróprio quando seu corpo é teso, te amo. Com meu palavreado chulo nas curvas da raiva, com minha resistência tibetana em pedir desculpas, te amo. Com todos os meus erros, defeitos e tropeços pela vida, te amar foi meu maior acerto.

Diego Engenho Novo


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Nossa, menino, como adoro te ler. Me encontro em cada verso teu. Eu sou uma mulher já madura, tenho filhas independentes e netos. Me casei muito cedo, me separei quando completei 23 anos de casada por não desejar mais ficar com meu ex-marido e pai das minhas filhas. Me desligar dele foi difícil mesmo não o amando mais como deveria.

Conheci outro homem e me apaixonei, me joguei, esqueci de mim, fui viver a vida com ele (entenda-se a vida dele). Novamente desamei, preferi me separar por não amá-lo como ele merecia. Sempre tive relacionamentos abusivos por minha inteira culpa, dava amor e atenção pra receber exatamente o mesmo em troca: nada! Depois de me separar do meu segundo companheiro, fui aproveitar a vida, conheci vários caras e não conseguia mais me prender a ninguém.

Conheci uma pessoa que me deixou novamente apaixonada, uma mulher. A princípio foi um baque pra mim. Me deixei envolver, conversávamos diariamente por telefone e era perfeito. Nos conhecemos pessoalmente e depois disso, começaram os nossos problemas. Tive ciúmes de uma grande amiga dela e isso mudou um pouco nosso relacionamento. A partir deste evento ela ficou diferente comigo e passou a se distanciar, não deixa de falar comigo, mas sinto que está mais fria. Sempre está cansada. Vontade de mandar tudo as favas, mas gosto dela. Ou será que gosto do que ela representa: o amor? Marquei terapeuta, acho que preciso me curar. Eu sempre estrago tudo por não saber amar. Isadora, Santa Catarina.


Querida Isadora, também adorei te ler.

É natural que a gente fique meio sem fé na gente, no amor e na gente no amor depois de tantas frustrações, ainda mais depois dessa nova feridinha. Você não está se cobrando demais? O que vi em tudo o que você me contou não foi uma mulher que não sabe amar, mas uma mulher que não foi amada direito. Você se entregou, cuidou, aceitou e teve bem menos em troca. E isso, infelizmente também acontece muito. Para que um relacionamento dê certo é preciso empenho e entrega dos dois lados. Não carregue essa culpa. Você tentou.

Acredito que todas essas experiências ruins estejam refletindo agora na sua insegurança de entrar em uma nova história. Como é que você pode saber se essa mulher adorável que você encontrou a esta altura da vida não é justamente alguém para quem tem se preparado? Alguém que pode te dar todo o carinho, afeto e cumplicidade que sempre faltou? Tudo bem, você começou com o pé esquerdo, nada que uma conversa honesta e o tempo não maturem.

Enquanto tenta construir sua história com ela, construa também uma história consigo, uma história de cumplicidade, auto perdão e verdade. Talvez a questão não seja que você não sabe amar, mas que você ame muito mais aos outros que a si. Chegou o momento de viver uma história leve, doce e terna. Se em algum momento você desconfiar que não está mais feliz, que está remando sozinha, não hesite em saltar desse barco também. A vida já te ensinou que como ninguém você sabe se manter acima das ondas, lutando por sua verdade. Conte sempre comigo. Beijão, Diego.

(Nomes, locais e fatos podem ter sido alterados ou subtraídos para preservar a privacidade das pessoas envolvidas). Envie a sua carta para cartas@palavracronica.com.br)

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Leia ouvindo isto

A cidade vazia. Todos os prédios ocos, cheios de gente sozinha. O vento parou de brincar com as copas das árvores, os sinos da igreja pararam de exigir as horas, no céu nem uma nuvenzinha.

Naquela manhã ninguém foi trabalhar, descobriram que o amor é que dava sentido. Comiam pra ter forças, vestiam pra ter cor, saiam de casa todos os dias para voltar e encontrar o amor. Um sustinho.

Naquela manhã os pássaros também se aquietaram já que todos cantavam por causa do amor. Calou-se também o mendigo que mendigava amor. Calaram-se os carros, abandonados, que só aceleravam buscando o amor.

As crianças ficaram tristezinhas, as velhinhas pararam de bordar, toda a delicadeza só existia por causa do amor. Não havia mais choro, nem saudade, nem espera, nem olhos que se procuravam. A cidade era apenas um amontoado de saudades ocas sem pessoas dentro.

De repente, ouviu-se um estrondo. O amor, como onda que é, recuou e se despejou imenso sobre toda a cidade. Mas mesmo assim ninguém foi trabalhar, ninguém retomou carro, ninguém subiu à igreja pra tocar os sinos. Naquela manhã todos correram em um sentido e seguraram bem forte quem dava sentido pra todas as coisas.

Diego Engenho Novo

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Não é segredo, é preciso coragem para amar. É preciso ser forte para ser dois nos dias de hoje. É preciso estar atento ao alcance do outro. É preciso ir buscá-lo quando a confusão o levar. É preciso vencer, por vezes as próprias necessidades, é preciso esperar mais um pouco, é preciso, antes de tudo ter fé, de que em seu tempo, o outro assim também o fará.

É preciso ter coragem para enfrentar a maldade e a língua daqueles que não se lançam ao mar. Porque amar é de fato uma jornada perigosa, por ondas, tempestades, em busca de uma terra distante que a gente talvez nunca alcance. É preciso ter coragem para entender que amar não é chegar, amar é ir, meter-se ao mar, ainda que com medo. E isso é muito corajoso.

É preciso ter muita coragem para enfrentar nossas inseguranças todos os dias, para descobrir graça nas histórias que já nos foram contadas, para sentir novos gostos em um sabor que já é de casa. É preciso ter uma coragem danada para calar, mesmo quando temos todas as palavras, mesmo quando donos da razão. É preciso ter coragem para perder na discussão e ganhar em amor.

É preciso coragem para amar após uma vida inteira de desamores, de desencontros, de desencantos e chegarmos com o coração ainda fortalecido, com a coragem de quem jamais naufragou. Se perguntarem aos que insistem em remar pelas águas nem sempre tranquilas e seguras do amor o porquê de insistirem, ouvirá que o mar não seria o mar se não fosse preciso coragem para navegá-lo. Assim também é o amor.

Diego Engenho Novo


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Ame quem te engrandece nas pequenas rotinas, quem junta seus pedaços num abraço após um dia feio, quem te acha linda em cacos, linda de qualquer jeito. Ame quem te protege sem dizer uma palavra, quem divide contigo os medos, mas também as conquistas. Ame quem te sonha por inteiro.

Ame quem te encanta nas tarefas mais involuntárias, nas piadas mais antigas, nas horas mais vagas, nos silêncios ocasionais em que verdadeiramente se escuta o outro sendo ele. Ame quem te ama em pensamento, quem diz seu nome sorrindo, quem guarda teu tempo, quem respeita teu ritmo, quem adora te ver dormir, mas nunca vai confessar.

Ame quem te abre o peito como duas asas, quem te liberta com um afago, quem te impulsiona, segurando firme as suas mãos. Ame quem te admira, mas ainda é franco diante de suas falhas, ame quem também é verdadeiro sobre seus próprios defeitos. Ame quem também adora aprender contigo, lendo tuas linhas como um sábio se debruça sobre um antigo livro raro.

Ame quem é cúmplice dos seus olhos, testemunha dos seus sonhos, quem precisa de bem pouco pra te encantar. Ame quem te espera em ansiedade, quem elogia seu cheiro mais do que sua aparência. Ame quem tem a ciência de fazer seus dentes rirem por motivo torpe, por motivo bobo, por motivo nenhum. Ame quem é cúmplice de sua preguiça, companheiro de suas andanças, quem prefere estar contigo.

Ama, ame sem medo que o amor é a luz que revela a coragem nos dias mais turvos, a candura nos caminhos mais áridos, a confiança que estava escondida, a verdade que permaneceu oculta, a alegria que parecia bem pouca e agora inunda.

Ama e ama sem medo nenhum. O amor encarrega-se do resto, busca o sentido, entrega os motivos, guarda o consolo, assopra as feridas. Ama, que nós só somos memória quando contados e repetidos pelos lábios tranquilos de alguém que também nos amou.

Diego Engenho Novo


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As melhores histórias de amor são contadas de trás pra frente, de como tudo acabou docemente, ao final de uma vida inteira dedicada. As melhores histórias de amor também duram quase nada, um suspiro em meio ao tempo, uma pausa tranquila na solitude conturbada que só a gente entende.

De ponta-cabeça, as melhores histórias de amor são descontinuadas, incertas e desalinhadas como flores do campo. São guiadas pela ordem do seguir em frente, da luta constante para abraçar as complicações do outro e transformá-las em doçura, todos os dias, ou pelo tempo que durar.

As melhores, mais incríveis e adoráveis histórias de amor não sabem explicar onde tudo começou. A gente nem sempre entende quando algo maior começou dentro da gente. Porque o amor cresce como uma cidade, que do dia pra noite, se tornou gigante e barulhenta. Esqueça a calmaria, esqueça o tédio. As melhores histórias de amor sequestram nossa paz para depois devolvê-las à nossa revelia.

Terminadas, retomadas do meio, reinventadas, abertas, fechadas, as melhores histórias de amor, dispensam os roteiros, abrem caminho em meio à mata fechada, são experts em edificar a partir do nada. Elas gritam alto, derrubam tudo, estabanadas, escrevem errado, mensagens que, do mesmo jeito, dizem que amam, que amam e pronto.

Pisam no pé, na bola, no orgulho, na ferida, as melhores histórias de amor são descoordenadas, míopes, erráticas, as melhores histórias de amor erram feio. São reparadas, remendadas, empurradas como um carro velho, que no fim das contas, cumpre seu papel de ir por aí.

As melhores histórias de amor são as que ninguém à volta consegue entender. Sinal de que o amor pôde construir algo que só quem ama pode viver, que só envoltos se pode sentir, que só por dentro se pode enxergar. Se há amor, todas as histórias podem ser incríveis.

Diego Engenho Novo


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Marla e Gabriel conheceram-se na lavanderia, enquanto ela brigava por causa de um casaco desaparecido. Marla e Gabriel se conheceram no ponto de ônibus, enquanto ele lia 100 Anos de Solidão. Marla e Gabriel se conheceram num bar, e também numa esquina movimentada de Nova Iorque, e também num curso de gastronomia vegana. Todas as vezes que alguém pergunta onde eles se conheceram, eles contam uma história diferente, mais absurda e mais engraçada que anterior.

Gabriel e Marla na verdade se conheceram num aplicativo de celular, desses em que se elimina alguém com um xis ou aceita-o na sua vida com um coração. Eles não contam todas essas histórias por vergonha. Contam porque acham engraçado. Eles são assim. Parecem duas crianças, descobrindo o riso um do outro. Combinaram essa molecagem e eu sou uma das poucas testemunhas que sabe de toda a verdade. Para a vó do Gabriel disseram que se conheceram no Carrefour, seção de congelados. Para a mãe da Marla, os dois se viram pela primeira vez em um voo turbulento entre Belo Horizonte e Brasília. Tudo verdade.

Adoro essa brincadeira entre os dois porque, de fato, eles poderiam ter se conhecido em qualquer um desses lugares. Isso realmente importa? Existe diferença entre trocar cliques e trocar olhares em um bar? Entre mandar um “oi” seguido de uma carinha feliz e dar um “olá” seguido de um sorriso no ponto de ônibus? O amor segue em busca de oportunidades. De ligar pessoas, de cruzar caminhos, de aquecer os nossos corações, como um clique.

Sempre que me perguntam se acredito nesses amores da era dos aplicativos, gosto de dizer que acredito no amor. Em seus jeitos, artimanhas, em sua capacidade de nos encontrar onde quer que estejamos; no topo de um prédio ou no fundo de nossas solidões. Gosto de pensar que o amor não faz exigências, não tem modos, dedos com as coisas. O amor só quer que estejamos abertos, plenos e interessados em fazer parte dele. O amor só espera um sim discreto nosso, seja na fila do banco, no metrô lotado, domingo na feira, num hospital em chamas ou num clique esperançoso na tela do smartphone. Gosto de pensar que quem clica ali, no coraçãozinho, está na verdade colocando a mão sobre o próprio peito e dizendo: eu te aceito.

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Ninguém telefona mais pra gente na era dos aplicativos. Mas, estranhamente, essa semana meu telefone tocou. Lara toda feliz do outro lado. Acho que ela é a única que ainda liga para as pessoas – Tô namorando! – empolgada.

Jura? Me conta dele – silêncio – Ah, ele é advogado – silêncio – Sei… Mas me conta como ele é – silêncio – Ele é bonitão, assim, alto – silêncio – Lara, eu quero saber como ele é, o que ele gosta de fazer, o que vocês fazem juntos, quero saber por que ele te faz feliz – silêncio.

Lara não sabia como responder àquilo. Claro, ela poderia fazer um perfil psicológico dele: calmo, educado, focado, inteligente. Esse não era o problema. Minha amiga não sabia responder por que ele a fazia feliz ou se ele a fazia feliz. Em resumo, Lara é mais uma que não sabe por que ama quem ama. E isso lança uma névoa espessa no ar – Ama mesmo? Ou você ama a ideia de amá-lo? Muita gente não percebe, mas há um universo inteiro de distância entre esses dois sentimentos.

Você ama estar com ele ou ama ter alguém com quem estar? Você tem medo de se imaginar no futuro sem ele ou tem medo de se imaginar no futuro sozinha? A voz dele te reconforta ou só preenche o silêncio da casa? O beijo dele te inunda a alma ou só rouba o ar? Talvez, na pressa de ser feliz, você não tenha parado pra pensar.

Melhor mal acompanhada que sozinha? Um dia o medo passa; os olhares que te olham de fora cegam; as opiniões que te acompanham, calam-se; e tudo o que lhe restará é a sombra remanescente das escolhas que fez. Quando a gente se agarra a alguém pelo simples medo de ficar sozinho, sozinhos somos duas vezes.

Diego Engenho Novo


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Conheci Sara na recepção do famoso tatuador portenho Carlos Cavera – Estou um pouco nervosa. Até chegar aqui, tinha certeza que queria fazer uma tatuagem. Agora, não a tenho mais – Sara não tinha medo da dor, mas de se arrepender de algo, em tese, permanente. A acalmei um pouco e expliquei que as remoções de tatuagens com lasers estavam cada dia mais eficientes e menos dolorosas. Sim, menti. 

Eu entendo bem Sara. Somos da mesma geração. Não X, Y ou Z. Somos de uma geração de pessoas que não se comprometem mais. Fomos educados assim. Com o passageiro, com o fluvial, diante da volatividade da tecnología, da mutação do pensamento, da fragilidade das relações. Fomos ensinados que as pessoas, experiências e sentimentos passam – ficam os arrependimentos.

Fomos ensinados que filhos são um erro. Financeiro, social, um ataque à nossa liberdade pessoal. Que ter uma casa onde se fixar é pouco moderno, pouco prático, já que o verbo de nossa geração nao é ficar, mas ir. Fomos aprendendo que pessoas, com seus problemas, se bloqueiam, se apagam. Ponto final. Não é necessário manter nada que lhe incomode, que lhe atrase, nada que possa um dia se tornar um peso.

Sofro desse mal, de relações descartáveis, de amores rasos, de medos bobos. Mea culpa, sem culpa. Eu sou assim, ou era até pouco tempo. Outra vez estou mudando. Fazer parte dessa geração também é evoluir, aprender a todo o tempo. Hoje entendo que para evoluir preciso ralentar o passo e involuir diante dos olhos assustados dos outros. Preciso cometer a burrice maior, o pecado mortal, preciso me comprometer com pessoas, coisas e causas.

Diante de tantas emoções que passem, quero um pouco das que ficam; diante de todos os valores que mudam, viver os eternizam; diante da dúvida do arrependimento, quero me entregar à beleza de escolher um camino e trilhá-lo até o fim. Sem culpa antecipada, arrependimento programado, sem medo do desconhecido, comprometido. Sim, eu quero um filho, um lar e um amor e não espero que sejam nada menos que irreversíveis. Se amar é se prometer, comprometer-se é amar junto.

Diego Engenho Novo


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 Há uma chave que abre uma porta. Alguns conseguem pegar a chave, girá-la na fechadura e abrir. Outros conseguem se aproximar da porta segurando a chave, mas não encontram a fechadura. Um grupo maior enxerga a chave e a porta, mas não consegue segurá-la ainda.

O mais lindo dessa antiga história que me cantaram é que os antigos acreditavam que diante de todas essas possibilidades, saber que a chave existe já é um grande presente. A chave é amor, a porta é seu coração, entrada de sua alma.

É nisso que penso, em dias como o de hoje. Em que sinto saudade de todos que amei, em que penso que às vezes poderia ter me esforçado mais para girar a chave, me dedicado mais para aprender a segurá-la, como uma criança de poucas semanas fazendo descobertas através de uma repetição delicada.

E assim, quando olho meu coração daqui de fora, quando olho atentamente em outros olhares esperando um reconhecimento mais antigo de volta, aguardando um sorriso gracioso que me ilumine como os céus de todas as cidades em que já vivi, meus medos me tomam.

E assim eu aguardo em delicadeza e repito essa prece interna de crer que alguém possa mesmo ser minha chave e tenha candura diante dos meus medos e me ensine um caminho terno e eterno até a paz que eu sei que existe em mim, quando estiver com ela.

Há uma chave que abre uma porta. Alguns conseguem pegá-la, outros girá-la, outros aguardam calmamente na certeza serena de que ela simplesmente existe.

Diego Engenho Novo


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