Quem escreve

Quem escreve

Oi, eu sou o Diego Engenho Novo, mas por algum motivo adorável, todo mundo que me conhece, sem nem mesmo ter ouvido outra pessoa dizê-lo, começa a me chamar de Di. Eu adoro isso. Porque eu busquei e busco essa proximidade e essa simplicidade por toda a minha vida.

Do que sou feito

Nasci em Brasília, há 28 anos, cresci brincando na rua e tomando banho de rio no Tocantins, quando ele ainda se confundia com Goiás. Minha família é toda daquele cantinho ali. E eu adoro voltar lá e sentir os gostos, relembrar dos cheiros, escutar as histórias da minha avó, fofocar com a minha mãe, tomar uma cerveja com meu pai e ver que pessoas interessantes estão se tornando meus irmãos.

Engenho Novo é seu nome mesmo?

Tive muitas experiências na arte. Comecei no teatro, depois estudei música clássica, canto coral, escultura, pintura. Passei alguns anos tocando profissionalmente. Foi com a música que me sustentei nos anos loucos da faculdade de Jornalismo. Nossa banda se chamava Engenho Novo, uma referência a uma música da minha infância de mesmo nome e também porque remetia a uma ideia nova, a algo moderno, mas cheio de alma. Eu já tinha tido todos os nomes artísticos do mundo, um pior que o outro. Então desencanei. Quando iam me entrevistar, perguntavam – Seu nome? – É Diego – Não, não…seu nome artístico… – É isso, Diego – Só ‘Diego’? – Só – respondia seco. Eu sei, soava mal, fraco, tava faltando algo ali, poxa vida. E as pessoas começaram a me anunciar como o “Diego da Engenho Novo”, quando dei por mim, eu tinha me tornado Diego Engenho Novo, mas lá no documento está: Diego Soares de Oliveira. Toda a passionalidade espanhola, casada com a gula portuguesa.

Como me apaixonei por livros

Tomei gosto pela leitura quando criança. Minha mãe tinha que estudar e me levava com ela junto pra escola à noite, porque meu pai estava sempre viajando a trabalho. Minha babá era a biblioteca da escola. Ficava lá algumas horas, mergulhado nos livros, me apaixonado por eles. Quando íamos pra casa, ela pegava mais uma pilha que eu escolhia por mim mesmo e levava pra casa com a gente.

 

Como me apaixonei pela escrita

Eu sempre escrevi. Todos os meus cadernos eram bordados de poemas e pensamentos. Sempre me dei bem nas aulas de redação. Mas eu achava que era apenas influência dos livros que eu lia. E era. Mas era também algo mais, algo que fui descobrir na faculdade. Lá no curso de jornalismo nós escrevíamos muito, todos os dias, e isso foi incrível. Melhorei meu português, desenvolvi meu estilo e aprendi a não escrever só quando a inspiração vem, mas a também ir buscá-la quando preciso. Nessa época me apresentaram Martha Medeiros, Xico Sá e Carpinejar. Paixão louca. O que era aquilo? Aquela liberdade pra contar suas histórias, aquele ritmo adorável. Eles tornavam a vida mais interessante, digestível, sem falar difícil. Comecei a exercitar, escrever pra alguns jornais locais e então, criei o blog Palavra Crônica. No começo escrevia uma semana sim, duas não. Mas um dia eu acordei e meu blog, que costumava ter 100 visitas, tinha tido 80mil. Foi na manhã seguinte à postagem da crônica Casamento, Modo de Usar (você provavelmente chegou aqui através dela). A partir daí, comecei a escrever todas as terças e quintas e o blog virou minha vida. Nunca me senti tão feliz fazendo algo.

Você tem livro?

Tenho sim! Publiquei recentemente meu livro de crônicas “Amar, Modo de Usar”, que reúne 110 crônicas sobre amor, relacionamentos e felicidade. O livro é independente e foi publicado através de uma campanha de crowdfunding. Para saber mais sobre o livro e como comprá-lo envie uma mensagem clicando aqui.

Essas coisas que você escreve… Realmente aconteceram?

Nos meus textos há sempre algo verdadeiro. Os personagens, os lugares, as histórias, tudo pode mudar um pouco, mas há sempre um fundo de verdade e há sempre algo de mim ali: uma experiência, uma memória, algo que eu vi.

Fala mais de você

Moro em São Paulo há quatro anos, me senti em casa pela primeira vez na vida aqui, depois de viver em um monte de cidades. Sabe? Como se a cidade me fosse confortável, conhecida. Sou redator publicitário, escrevo aquelas propagandas que você vê na TV, nos outdoors, entre uma tragédia ou outra do programa da Sônia Abrão. Eu gosto. Se você me segue no instagram ou no twitter (@engenhonovo), sabe que eu gosto de tomar minha cerveja, dar risada com os amigos, ser turista da minha própria cidade, um curioso nato. Sei cozinhar, tenho uma planta que sobreviveu ao último ano comigo, cinéfilo, adoro séries e conhecer gente no meio da rua, na fila do supermercado. Defeitos: não entendo manuais, tenho bruxismo (aquele lance de ranger os dentes dormindo) e não gosto (ou não sei) falar ao telefone.

Gratidão

Obrigado pelo carinho, pela curiosidade, se você está chegando, seja muito bem-vindo. Que a gente troque muita doçura por esses caminhos. Se você já me acompanha há algum tempo, muito obrigado por tornar meus escritos cheios de alma. São seus olhos os lendo, seu coração os recebendo, que dão alma para o que eu escrevo. Que a gente siga trocando afeto, amor e carinho.

Di

 profile