Jamais Apresse uma Mulher

Jamais Apresse uma Mulher

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Jamais apresse uma mulher, em seu ato de vestir, cobrindo-se de quem se é. Cobrindo-se e descobrindo-se. Jamais apresse-a, em seu exercício fiel de se fazer mais bonita, pra você, pra si, pra quem ela quiser. Jamais apresse uma mulher enquanto ela escolhe seus saltos. É naquele instante em que ela também define de que altura quer te enxergar.

Jamais apresse uma mulher, que se pinta para a guerra, que esconde suas lágrimas, que demarca seus lábios como uma pista de pouso para os voos dos beijos, para a decolagem dos sorrisos. Jamais apresse uma mulher que redesenha os próprios olhos como quem diz – ei, você, olhe pra cá. Jamais apresse uma mulher, jamais aperreie seu silêncio. Ela só lhe dirá quando o coração quiser dizer.

Jamais apresse uma mulher que vigia seus próprios pensamentos disfarçados de louça, de roupa, de novela, de sexo. Jamais apresse uma mulher, flua em seu leito, nade em sua pele, mergulhe em seus medos, e deixe que ela se mostre, translúcida. Jamais apresse uma mulher, a prove, a sinta, como o mais doce dos passeios.

Jamais apresse uma mulher, em se sentir sozinha, em se sentir menos do que realmente é. Pare de perguntar se ela já está pronta. O pronto, que é tão definitivo, que é tão vigoroso em seu tédio, não combina em nada com ela. Jamais apresse uma mulher, que quando o assunto é ela, todo o resto sabe esperar. Jamais apresse uma mulher, em seu amor, em sua dor, jamais a deixe pra trás.

Diego Engenho Novo


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