Âncora

Âncora

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Foto: Nathália Bariani

Meus amigos Suzete e Roberto completam hoje 38 anos de casados. Desde que os conheço, eles são família minha e minha maior inspiração para seguir acreditando no amor. Não um amor de contos de fadas distante, mas um amor real, regado à dedicação, cumplicidade, esforço mútuo, generosidade e uma dose adorável de bom humor.

Caramba, 38 anos. Suzete viveu mais tempo com seu marido que com seus próprios pais, viveu mais tempo sendo dois que sendo sozinha, viveu e vive, uma vida inteira com o homem que escolheu. E ele a escolheu de volta.

Para celebrar suas bodas de carvalho, a árvore símbolo da sabedoria e da força, fizeram uma tatuagem. Como dois adolescentes apaixonados, que de fato são. Tatuaram uma âncora. Mais do que símbolo de estabilidade, porto seguro um do outro, a âncora no caso deles retrata a liberdade que seu amor esculpiu lentamente através dos anos.

A âncora, eles me ensinaram, não é símbolo de parada, de estagnação, mas uma força que diz: “Vai lá, descobre o mundo com esses olhos que eu adoro tanto e volta pra me contar. Vai lá, que eu serei sempre sua casa, seu retorno, seu conforto pra te consolar do cansaço do mundo. Vai lá, mas depois volta pra me completar e dar o seguir da viagem que só faz sentindo se seguirmos juntos”, lindos.

Trinta e oito anos, quatro filhos, sete netos e você os vê de segredinhos pelos cantos, levando café na cama nos dias preguiçosos, indo ao cinema no meio da semana, morrendo de ciúmes um do outro, sem confessar. Viram que evitei dizer “ainda”? “Ainda” não combina com eles. O amor deles está crescendo, evoluindo e, a gente, que aprendeu admirá-los tanto, vai pegando carona, vai amando também, vai crescendo perto, viajando junto. 

Diego Engenho Novo


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